Campo Digital 2021: Facebook e Baita abrem inscrições para segunda edição do programa de aceleração de startups

Estão abertas a partir desta quarta-feira (22) as inscrições para a edição 2021 do Campo Digital, uma parceria entre o Facebook e a Baita – aceleradora sediada no Parque Tecnológico da Unicamp. O programa, totalmente online e gratuito, irá acelerar startups para o desenvolvimento de soluções digitais para o agronegócio brasileiro com foco em pequenos e médios produtores.

As startups interessadas poderão se inscrever por meio do site baita.ac/campodigital até o dia 17 de outubro. Ao todo, são dez vagas oferecidas para startups de todo o Brasil que já estejam, no mínimo, em estágio operacional – ou seja, validando sua solução e efetuando suas primeiras vendas.

Após a fase de cadastros, as empresas participarão de um processo de análises e entrevistas, culminando com o anúncio das dez finalistas, em novembro. As startups selecionadas serão desafiadas a fornecer soluções que utilizem tecnologia para melhorar a produtividade, eficiência ou sustentabilidade no campo, com foco em pequenos e médios produtores agropecuários.

Programa oferece mentoria de negócios e conhecimento técnico

O Campo Digital 2021 oferecerá às startups selecionadas acesso ao programa de aceleração da Baita, com participação da equipe da aceleradora, profissionais do Facebook e mentores especializados em agro em um período de quatro meses.  Durante o programa, elas terão ajuda na definição de metas e avaliação do modelo de negócio, palestras, workshops e networking com hubs, cooperativas e empresas do setor do agronegócio.

Alguns dos parceiros do programa que acompanharão e darão suporte às startups incluem a Esalqtec, incubadora tecnológica que atua junto à ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz/Universidade de São Paulo) e é reconhecida nacionalmente como celeiro de startups agro; a Agência Inova da UNICAMP; a Embrapa Informática Agropecuária; e o Instituto de Pesquisas Eldorado, que aportam conhecimento em tecnologias digitais para o agronegócio. Os empreendedores contarão, ainda, com mentorias de investimento com nomes como SP Ventures, Yield Lab e Agroven e com a possibilidade de troca de experiências com empresas que já lidam com os desafios do dia a dia do pequeno e médio agricultor, como Orbia, Agrosmart, Busca Terra, Agrofy, entre outras.

Outro benefício às startups selecionadas será a disponibilização de créditos de anúncios para impulsionamento de conteúdos em seus canais no Facebook e Instagram, como forma de ampliar o alcance de suas soluções para além de suas regiões. Além disso, as empresas terão acesso a treinamentos sobre como tirar o melhor uso das plataformas do Facebook (Facebook, Instagram, WhatsApp) a favor dos seus negócios.

Marcell Salgado, fundador da fintech E-ctare, foi um dos participantes da primeira edição do Campo Digital e comemora a evolução da startup a partir da participação no programa: “O amadurecimento que o programa trouxe para a E-ctare foi extremamente importante, especialmente em relação ao acesso a ferramentas de governança, gestão, marketing e de vendas que mudaram a empresa de patamar. Tivemos uma visibilidade incrível e conseguimos nos orientar para o mercado e nos preparar para os desafios que estamos enfrentando agora”, destaca. A empresa desenvolve soluções para operações de crédito rural, como antecipação de safra e recebíveis, com algoritmos para mitigação de risco para garantir segurança financeira aos investidores. Segundo Marcell, com a contribuição da jornada de aceleração do Campo Digital, a startup, que acaba de receber investimento de R$ 600 milhões do Alfa Collab, programa de inovação aberta do Conglomerado Alfa, conseguiu atingir recordes de vendas e atrair a atenção de seus primeiros investidores durante o período do programa.

“O Campo Digital tem mostrado uma outra forma de ver o agronegócio no Brasil – em que resultado financeiro é importante, mas o meio ambiente, aspectos sociais e governança também são fatores essenciais. O resultado do primeiro ano nos mostrou que as soluções para o pequeno e médio agricultor precisam deste foco. No Campo Digital 2021, continuamos com  o mesmo público-alvo, queremos atingir todo o Brasil e incorporar mais temas – agropecuária, conectividade, tecnologia, soluções do campo à mesa -, sem perder a essência, que é o suporte digital ao pequeno e médio produtor”, afirma Rosana Jamal Fernandes, sócia da Baita.

“Os pequenos e médios produtores e produtoras rurais desempenham um papel importantíssimo no abastecimento das famílias brasileiras e na geração de empregos no campo. Segundo o Censo Agropecuário do IBGE, são responsáveis por quase 70% dos alimentos consumidos no Brasil e por quase sete de cada dez empregos no setor agropecuário. Por meio do programa Campo Digital, queremos contribuir para acelerar a transformação digital das pequenas propriedades, aumentando a produtividade e a inovação deste setor cada vez mais fundamental para a economia brasileira, especialmente no contexto de recuperação econômica que precisamos ver no pós-pandemia”, explica Carolina Ferracini, Gerente de Políticas Públicas do Facebook.

Ao final do programa, em abril de 2022, as startups participantes apresentarão seus projetos e, junto com a Baita, definirão os próximos passos para oferecerem suas soluções de forma independente. No evento de conclusão do programa, o Demoday, os fundadores das startups aceleradas terão a oportunidade de apresentar seus modelos de negócio para um painel de especialistas e fundos de investimento focados em Agtechs.



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