Por Brent Harris, Diretor de Governança e do Comitê de Supervisão para Decisões de Conteúdo

Em novembro, Mark Zuckerberg  apresentou o plano de oferecer às pessoas uma nova forma de recorrer das decisões relacionadas a conteúdo, através de um comitê independente. E, no início deste ano, divulgamos um documento delineando uma série de perguntas que queríamos responder, por meio de um processo global de sugestões incluindo uma consulta pública, para formar esse órgão.

Desde então, viajamos ao redor do mundo realizando seis workshops e 22 mesas redondas com a participação de mais de 650 pessoas de 88 países diferentes. Também tivemos conversas com mais de 250 pessoas e recebemos mais de 1.200 submissões da consulta pública. Em cada um desses engajamentos, as questões delineadas no esboço do documento levaram a discussões construtivas com perspectivas globais, levando-nos a considerar diversos ângulos sobre a forma como esse Comitê poderá funcionar e ser estruturado.

Garantindo Perspectivas Globais

Hoje, estamos lançando um relatório que resume o feedback e recomendações que ouvimos em todo o mundo por meio dessas conversas, workshops e mesas redondas, além de pesquisa interna, white papers, matérias da imprensa e propostas públicas.

Há alguns temas gerais que ouvimos durante esse período refletidos neste relatório.

  • Em primeiro lugar, as pessoas querem um Comitê que exerça um julgamento independente – e não influenciado pelo Facebook, governos ou outros atores. O Comitê precisará de uma base sólida para sua tomada de decisões, um conjunto de princípios – informados pela liberdade de expressão e pelo direito internacional de direitos humanos – os quais poderá usar como referência ao priorizar valores como segurança e voz, privacidade e igualdade.
  • Também são importantes os detalhes de como o Comitê selecionará e ouvirá os casos, como deliberará em conjunto, tomará decisões e comunicará suas recomendações ao Facebook e ao público. Ao tomar suas decisões, o Comitê talvez precise consultar especialistas com conhecimento cultural específico, conhecimento técnico e conhecimento sobre moderação de conteúdo.
  • As pessoas querem um Comitê tão diversificado quanto a comunidade que está no Facebook e no Instagram. Elas gostariam que os membros do Comitê estivessem prontos e dispostos a orientar o Facebook para tomar decisões melhores e mais transparentes. Os membros devem ser especialistas de diferentes origens, diferentes disciplinas e diferentes pontos de vista, mas que podem representar os interesses de uma comunidade global.

Ao encerrarmos este período de consulta pública e voltarmos a atenção para a implementação, incluindo a decisão sobre os membros do Comitê, o feedback do relatório será utilizado para responder às questões colocadas no no documento inicial. O próximo documento será final, irá reger o trabalho do Comitê e será divulgado em agosto.

Como o Comitê será formado?

Também continuamos a considerar quem integrará o Comitê. Esse processo incluirá busca, avaliação, entrevistas, seleção e o treinamento dos membros. Especificamente, temos solicitado indicação de nomes daqueles que participaram da nossa consulta pública e de workshops e mesas-redondas, além de envolver empresas de consultoria e análise de executivos. Queremos ter certeza de que estamos estruturando uma rede ampla, não apenas olhando para os especialistas que talvez já sejam conhecidos por nós. O Facebook selecionará as primeiras pessoas e esses membros farão parte da seleção dos membros restantes.

Um Comitê de Supervisão para rever decisões

Além disso, Mark também lançou o próximo vídeo da série de discussões sobre o futuro da tecnologia e da sociedade. Ele se sentou com Jenny Martinez, reitora da Stanford Law School e Noah Feldman, professora da Harvard Law e conselheira do Comitê de Supervisão para discutir governança e o que isso significa para o Facebook.

My next discussion on the future of technology and society is focused on freedom of expression and governance. I'm joined by Jenny Martinez, the Dean of Stanford Law School, and Noah Feldman, a Professor at Harvard Law. They're both experts in constitutional law, and Noah is also an advisor to Facebook helping us define the independent oversight board where people will be able to appeal our content decisions. The idea is to create a separation of powers so that while Facebook is responsible for enforcing our policies, we aren't in the position to make so many decisions about speech on our own. This board will be tasked with upholding the principle of free expression while ensuring we keep our community safe.This morning we also released a report with all the feedback we've gotten from experts about how to best set up this board based on almost 30 workshops we've hosted around the world. It also covers many of the questions asked in our live discussion, including how the board members should be selected to ensure independence, what the scope of their decision-making should be, the importance of publishing their deliberations, and more. You can check out the full report here: https://fbnewsroomus.files.wordpress.com/2019/06/oversight-board-consultation-report-1.pdfThis is a major experiment in governance, and if it's successful, this board could become an important part of how online expression and communities work going forward. This is a nuanced topic and I'm grateful to Jenny and Noah for their input, as well as everyone who participated in these workshops and shared their thoughts on how to get this right.

Posted by Mark Zuckerberg on Thursday, June 27, 2019